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O SINO DA ALDEIA - MEMÓRIASQuinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010UM POEMA AO AMANHECER - publicado em 03-11-2006Ao som do vento Me dou ao tempo Das madrugadas, Se a chuva vem Vou-me nas águas Por si deixadas. Para trás o que ficou. A sombra longe, A pele rasgada. No orvalho, um calafrio, Um tudo ou nada. Se a lua se dilui, Vestem-se os campos De vértices de luz, Magos da noite Inventam velas, Acendem cantos. Braços abertos, Abrigo o dia Que vem de viagem E traz do outro lado A rima virgem De um outro Fado. MEMÓRIA 10 - Um poema de Jorge P.Guedes Sineiro Pode escrever aqui o seu comentário Sábado, 16 de Janeiro de 2010A JOSÉ PEDRO GOMES![]() Meu caro José Pedro Gomes, meu amigo: Deixe-me tratá-lo assim pois, embora não o conhecendo pessoalmente, sou seu amigo há já uns bons anos, do tempo em que o Herman tinha graça e em que você e alguns outros, como a São José Lapa – admirável como no nome se pode transportar tanta informação! - me divertiam com inteligente humor. Sinto amizade por si porque se conseguiu libertar, rasgando amarras e baraços. Primeiro do Herman, que começou a ser mais navio encalhado do que rebocador, e depois, daquela que por todos espera e a quem aproveito para pedir que seja muito paciente com as pessoas de bem. O seu relato, a que assisti na TV, sobre os momentos difíceis por que passou e que quase nos privavam de si, foram os minutos mais hilariantes dos últimos tempos. A forma como relata o acontecimento é um exemplo de sanidade intelectual superior e assinalável. E de vida! Pois bem, escrevo-lhe esta carta pública por dois motivos: Logo porque não é tão pública assim pois o meu blog é visitado por uma amiga fiel e por alguns outros que se perdem por atalhos para a auto-estrada da blogosfera. Querem ir ao “Abrupto” do Pacheco Pereira, o trânsito está infernal, tomam um atalho virando à esquerda e …zás, caem no meu blog! O outro motivo tem a ver com uma mensagem com carácter de “URGENTE” que a minha amiga fiel destas vidas me enviou. Era uma reprodução de palavras suas sobre teatro e sobre a educação que nos querem impingir. De imediato procedi à instalação de um reprodutor de som nos meus dois espaços http://... dizendo à minha mulher que não tinha apetite para o jantar, o que me custou um raspanete dos antigos. Você, meu amigo, fala alto e claro. Martela bem as sílabas, saboreando cada palavra que profere. São assim os bons actores. Só que, aqui, você falou como profissional honesto e pai honesto. Os senhores ministros, ou seus atentos lacaios, por certo ouviram as suas palavras. Se tivessem alguma vergonha ficariam de cara bem corada. Sobre o teatro, já se sabe do amor que os nossos governantes têm tido por ele. Preferem naturalmente outras artes! O que pode você esperar das criaturas? Continue a divulgar as suas (deles) estrumeiras. Peço-lhe. Depois, com muita graça e grande verdade, o José Pedro fala do que me diz mais directamente respeito – a anunciada avaliação de professores pelos encarregados de educação. Antes de mais, quero dizer-lhe que só li comentários de revolta, chamemos-lhe, em um jornal. O diário desportivo “ A Bola”! Nem mais, todos os outros caladinhos. Em “A Bola”, Vítor Serpa – o Director – em dois artigos e Jorge Olímpio Bento trouxeram a público o seu espanto e a sua denúncia. Bem hajam! Agora foi você ! Numa época em que tantos começam de novo a ter medo de dizer as verdades, um pai que é actor apenas de profissão vem a terreiro clamar pela Verdade e denunciar as falsas políticas de educação, ainda para cúmulo anunciadas ao país como sendo grandes lições de democrática moralização de práticas e costumes. Assim se enganam uns milhares. Naquela curta mas implacável comunicação você, meu Amigo, pode estar certo que foi a voz possível de muitos milhares de professores que têm servido de montadas aos fazedores de leis que vamos tendo. Um enorme Bem-Haja pela verdade das suas palavras ! Alguém tem de dizer a Verdade! Mas, afinal, os dois motivos para lhe escrever esta carta são, como é da praxe, três. O terceiro visa engraxá-lo, para o caso de poder um dia ser professor de um filho, ou de um neto seu, e necessitar da sua avaliação para progredir na carreirinha. Com esta nota de humor amargo termino. Os maiores êxitos pessoais e profissionais. Como seu atento espectador aqui lhe deixo a minha avaliação ao seu trabalho: 19 valores. O 20 fica para os próximos! Jorge G. - Republicação do nº11 de 18-06-2006 Pode escrever aqui o seu comentário Sábado, 5 de Dezembro de 2009O EROTISMO EM REMBRANDT
Rembrandt Harmenszoon van Rijn nasceu em Leyde (Holanda) a 15 de Julho de 1606 no seio de uma família de moleiros abastados. Após bons estudos clássicos, inicia-se na pintura e na gravura sobre couro. Com a descoberta de Caravaggio,vai jogar com o claro-escuro e nunca abandonará em toda a sua obra o jogo da luz e das sombras. Em Amsterdam, o jovem pintor conhece o sucesso desde 1632 com "A lição de anatomia", um retrato de grupo, o primeiro que assina com o nome de Rembrandt. Neste princípio do séc. XVII, as Províncias-Unidas, em destaque no comércio transcontinental, transbordam de riquezas e a burguesia acorre ao atelier de Rembrandt para imortalizar os seus sucessos. O pintor multiplica os retratos de grupo. Renova igualmente a pintura religiosa com temas bíblicos impregnados da austera espiritualidade calvinista e ensaia, por fim, a sua pintura mitológica. E, para cúmulo da felicidade e da prosperidade, casa-se com Saskia, a sobrinha de um rico cliente, que lhe dará quatro filhos dos quais só um, Titus, atingirá a idade adulta. Perto dos 40 anos, no entanto, a infelicidade surge na vida de Rembrandt. Morre a esposa, em 1642, com apenas 30 anos, e em 1649 o pintor junta-se com uma sua criada de 22 anos, a doce Hendrickje Stoffjels, com quem não casa para poder conservar a herança de Saskia. Arruinadomais tarde, tem de vender as suas colecções e as suas próprias obras. É duramente atingido pelo falecimento de Hendrickje e, em 1668, do seu filho único Titus, vítima da peste. Endurecido por estas desditas, Rembrandt ergue-se até à plenitude da sua arte e liberta-se de todas as convenções pictóricas. Nos seus trabalhos testemunha o desejo de capturar a condição humana. Antes de tudo, sublinha todos os aspectos trágicos, e em particular nos seus numerosos auto-retratos sublinha a sua inquietação perante a fuga do tempo. Em toda a sua vida, Rembrandt praticamente nunca abandonou a sua Amsterdam adoptiva. Morreu um ano depois do filho, em 4 de Outubro de 1669. Este quadro foi objecto de escândalo, como não poderia deixar de ser. Aliás, Rembrandt deixou vários desenhos e pinturas com cenas eróticas como o célebre "Woman pissing" de 1631, ou "The monk in the wheat" de 1645, usando frequentemente como modelo a sua própria companheira. Aqui, representa Hendrickje nos trajes de Betsabé, uma jovem judia que o rei David, segundo a Bíblia, havia surpreendido a banhar-se num rio, vindo depois a engravidar do rei que lhe mandou matar o marido, Urias, soldado do seu exército. Mostra uma beleza feminina bem longe dos cânones estéticos dos nossos dias, mas imagine-se o escândalo causado na Holanda calvinista. O quadro vale a Hendrickje a comparência perante o consistório da sua Igreja e dela ser expulsa. Tradução do francês e adaptação de Jorge G - Republicação do nº 170 in "O Sino da Aldeia" de 26-11-2006 - Jorge G. Sineiro
Pode escrever aqui o seu comentário Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009UM POUCO DA NATUREZA QUE ADOÇA A VIDACientistas que trabalham com a organização ambientalista internacional World Wildlife Fund (WWF) descobriram espécies impressionantes de orquídeas nas florestas de Papua Nova Guiné. Segundo os pesquisadores, oito delas são novas espécies. As descobertas incluem a Cadetia kutubu, que recebeu este nome graças ao Lago Kutubu que se situa na região onde foi encontrada. O Lago Kutubu, na região de Kikori, Papua Nova Guiné - onde as novas espécies foram encontradas - é internacionalmente reconhecido pela sua importância biológica. A área é o lar de aves-do-paraíso, da ave da Austrália, o casuar gigante e o canguru das árvores. A Papua Nova Guiné, província indonésia da Papua, e o vizinho Borneo, são partes da região mais promissora do mundo para a descoberta de novas espécies. Cadetia kutubu A Papua Nova Guiné é incrivelmente rica em orquídeas. Das cerca de 25 mil espécies conhecidas no mundo todo, 3 mil são originárias do país. A família das orquídeas apresenta muitas das mais extraordinárias flores entre todas as plantas e a Bulbophyllum masdevalliaceum é um exemplo disto. Quase dois milhares de espécies de Bulbophyllum já foram descritas em todo o mundo, mas a Papua Nova Guiné é "o seu lar evolutivo", abarcando cerca de um terço das espécies conhecidas. Bulbophyllum masdevalliaceum Além de orquídeas - como esta, ainda não nomeada, da espécie Cadetia - novos mamíferos, peixes e insectos aparecem regularmente na região. Mas muitas espécies provavelmente foram extintas antes mesmo de serem descritas devido à destruição de florestas e à invasão pelo Homem. A WWF e os seus parceiros estão a trabalhar com as autoridades da Papua Nova Guiné para a protecção de importantes áreas de conservação das espécies. Fonte BBC - Publicação nº 132 de 2-11-2006- Jorge G Pode escrever aqui o seu comentário Sábado, 23 de Maio de 2009Dedicatória - O CHEDRE TORNA SEMPRE À SUA URZEIRABLOGUE EM FÉRIAS
MEMÓRIA nº 6
Pode escrever aqui o seu comentário Quinta-feira, 16 de Abril de 2009AS CORES E OS TEMPOS Curiosamente, este vermelho, hoje muito usado em certos fabricantes de automóveis, tem o nome de "rouge babylone"Papa Julius II -1510 ![]() Há uma frase atribuída a Lutero que procurarei desenvolver. “La rouge prostituée de Babylone”, o que quer ele dizer ? A quem ou a quê se refere? De acordo com o autor fundamentalista Dave Hunt, na sua obra de 1994 «A woman rides the beast » a Prostituée é “uma cidade erigida sobre 7 colinas”, que ele identifica como sendo as 7 colinas da antiga Roma. O seu argumento baseia-se no Apocalipse 17:9, que diz que a mulher está sentada sobre 7 montanhas. Também baseado no Apocalipse 17:5. «Sur son front était écrit un nom au sens secret: «La grande Babylone, la mère des prostituées et des abominations du monde » O vermelho, que não era a cor dominante na Igreja, mas sim o branco, é associado por Hunt aos bispos e cardeais católicos de Roma. Babilónia, a Grande, seria assim a mãe dos impudicos e das abominações da terra. Sendo muito discutíveis estas teses, a verdade é que entendo que Lutero se queria referir claramente ao Papado de Roma quando fala da Prostituta vermelha da Babilónia. E aqui, entronca outro assunto muito curioso e que tem a ver com a simbologia das cores. Reparemos: Para os protestantes o vermelho é imoral pois é a cor do vestido da prostituta da Babilónia. Desde os blue jeans aos capacetes azuis da ONU, o azul é a cor preferida dos ocidentais desde o início do séc.XX. Mal vista à partida, esta cor não figurava entre as habituais da cultura europeia. Em contraste com o vermelho, o branco ou o preto, as três cores de base de todas as sociedades antigas, a sua dimensão simbólica era demasiado fraca para significar ou transmitir ideias, para auxiliar a classificar, associar, opor-se, hierarquizar. Os sábios interrogaram-se seriamente se os gregos seriam capazes de ver o azul, de tal modo eram raras e confusas as referências a esta cor na sua cultura. Os romanos recusavam vestir-se de azul, que era para eles a cor dos bárbaros. Ter os olhos azuis passava por ser uma desgraça física e o sinal firme de um temperamento volátil entre as mulheres. As cores da liturgia católica passaram sem o azul. Nos finais do séc.XII, o azul começa então a sua "revolução" , surgindo nos vitrais, na pintura, e na tintura dos tecidos. Está, assim, disponível quando se instala o culto de Maria, vestida de azul. A devoção a Maria vai conhecer um extraordinário desenvolvimento. Louis IX - Saint Louis - é o primeiro Rei de França a usar regularmente o azul. Na segunda metade do séc. XIII, os primeiros chevaliers bleus surgem na Literatura. O azul, a cor de Maria, e cor real, torna-se também, ao cabo de séculos, uma cor moral. Deve ser dito que a sociedade e a Igreja têm um problema com o vermelho, cor desde sempre associada ao poder e à glória, e à vaidade. Nos meios da nobreza e entre os patrícios, as despesas ligadas ao vestuário e aos seus acessórios atingem um exagero que raia, por vezes, a loucura. Os bons tintos são raros e caros, assim como os próprios tecidos. Logo a seguir à Grande Peste, a economia necessitava de investimentos úteis e recordemo-nos que havia uma tradição cristã de modéstia e de virtude. Contudo o sumptuário e as modas no vestuário sobreviveriam até meados do séc.XVIII. Pouco importando porquê, usar-se-á o preto. O dos pobres torna-se o preto dos ricos e dos príncipes. Nas pisadas deste exercício de virtude, o cinzento faz a sua aparição como cor elegante e o azul generaliza-se. A Reforma tinha aversão às cores. Lutero vê no vermelho uma abominação, o emblema da Roma papista, colorida como a grande prostituta da Babilónia. O azul, por outro lado, é considerado com benevolência. Mas o preto é a própria expressão da virtude. Continuando a sua ascensão, por volta de 1740, o azul é uma das três cores mais usadas no vestuário europeu, juntamente com o cinzento e o preto. O azul passa para o outro lado do Atlântico com Levi Strauss, um pequeno vendedor ambulante judeu, originário da Baviera, que não sabia muito bem como vender as suas telas de pano aos pesquisadores de ouro da Califórnia. Então, decide fabricar calças, os jeans, tradução fonética do termo italo-inglês genoese, que significa simplesmente "de Génova", local de onde vinham os seus tecidos. O azul tingido de indigo viria mais tarde, com o algodão denim. Mais ou menos na mesma altura, a América inventava os blues – contracção de blue devils – uma música melancólica das horas "blue" , associação ou jogo de palavras que se pode encontrar em diversas culturas, nomeadamente no romantismo alemão, mas também na poesia medieval francesa que jogava com as palavras melancolia e ancólia, uma pequena flor azul. - Texto traduzido e adaptado por Jorge P.G. Republicação do nº 128 Pode escrever aqui o seu comentário Quinta-feira, 9 de Abril de 2009Na Páscoa celebra-se a vida e esta só faz sentido se vivida em LiberdadeHá dois anos, na Publicação nº 350 de "O SINO DA ALDEIA", era uma terça-feira, 24 de Abril, deixei esta mensagem. Foi já, então, uma memória do que no ano anterior, 2006, publicara nos "Bigodes do Gato" antigos, celebrando à minha maneira a Páscoa e a Liberdade, que em 2006 coincidiram na data. Pois nesta semana de 2009, que termina no Domingo de Páscoa, recordo esta memória do Sino. Há um ano escrevi estas palavras em "Os Bigodes do Gato"A liberdade é a primeira sensação que um ser vivo experimenta ao nascer No Calendário Gregoriano, 25 de Abril é o último dia em que o Domingo de Páscoa pode acontecer. A 25 de Abril, há 32(amanhã 33) anos, o país ressuscitou numa segunda Páscoa celebrada e cantada como nunca. Já desesperavam todos, crentes e não crentes, que o Portugal digno dos seus avós pudesse uma vez mais dar novos mundos ao mundo. O país mergulhara há muito num atoleiro de mentiras, de traições, de progressivo empequenecimento. O povo espreitava o mundo, pelas poucas frestas que se abriam nas janelas cerradas do Poder. Ouviam-se a medo as cantigas do Zeca ou do Adriano, escondia-se à pressa o “República” e olhava-se em volta, não fosse alguma figura sombria vigiar esse simples acto. Portugal nunca estivera tão só, tão desolada e irrecuperavelmente afastado do mundo. O povo ia perdendo a capacidade de lutar, de se aperceber sequer que tinha de continuar a lutar. Era uma gente triste e acostumada à canga. As guerras em África, justificadas em “conversas em família”, como lhes chamava Marcelo Caetano, ninguém as entendia. Morriam os filhos antes dos pais, faziam-se órfãos e viúvas, ganhavam-se cicatrizes para o resto da vida. Que tudo se fazia em nome e por amor à Pátria, mentia Caetano. Do mundo, a que os portugueses chamavam “lá fora”, conheciam alguns Tuy, Badajoz e Ayamonte, terras fronteiriças, de onde se traziam bonecas e caramelos à socapa dos guardas da raia. O atraso cultural ia cumprindo o seu papel castrador. Trabalhava-se e davam-se graças ao Senhor por tal benesse, ainda que a paga da jorna fossem 10 reis de mel coado. E dizia-se ao Povo que vivíamos orgulhosamente sós. A cultura do medo e da mentira prosseguira depois da morte de Salazar, e Portugal… definhava! Claro que havia os resistentes que escapavam à malha apertada do regime. Sempre resistiram os estudantes, apesar dos “bufos” implantados no seu seio. Nunca se calaram as vozes de alguns escritores e intelectuais, como eram apelidados os que conseguiam emergir do país de analfabetos em que nos tornáramos. Mas estes, os da resistência activa, quantos eram? Arrastava-se assim um povo quando, numa manhã, as rádios deram A Notícia. No último dia possível a Páscoa anunciou-se ao povo. Portugal dera um exemplo ao mundo. Um país acabara de ressuscitar. E o povo de novo saiu à rua a cantar a Liberdade! OBRIGADO A TODOS OS QUE CONTRIBUÍRAM PARA O 25 DE ABRIL ! PELA SUA CORAGEM E AMOR AO PRÓXIMO É QUE HOJE SOMOS LIVRES! Texto escrito por Jorge G. em 25 de Abril de 2006 ---><--- Sophia de Mello Breyner Andresen Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não. Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis mas tu não. Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros calculam mas tu não. Que belo poema! Obrigado, Sophia. ----- Pode escrever aqui o seu comentário |
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